Esclarecimento: Noblat está em plena campanha elenão.


Apenas um repositório de ideias aleatórias
Esclarecimento: Noblat está em plena campanha elenão.


Eliane Catanhêde ataca novamente.
Segundo a jornalista, a China desbancou os EUA como maior parceiro comercial do Brasil porque Celso Amorim promoveu uma política externa Sul-Sul.
Relevando o fato curioso e irrelevante de que a China está ao Norte da linha do equador, Catanhêde simplesmente desconsidera que a China cresceu a dois dígitos por mais de 20 anos, com forte concentração em investimentos em infraestrutura, demandando todo o minério de ferro do mundo e mais um pouco. E adivinha qual o maior exportador de minério de ferro do mundo?
Além disso, a China virou o maior consumidor de soja do mundo, pois não é fácil prover proteínas para a maior classe média emergente do mundo. E adivinha quem é o maior exportador de soja do mundo?
Ao atribuir à política externa de Lula um fenômeno que é global (a China passou a ser o maior parceiro comercial de grande parte dos países do mundo), Catanhêde só está repetindo bovinamente uma “verdade” muito cara ao lulopetismo: a de que o mundo e o Brasil como eram no final da década passada foram invenções de Lula. Neste mundo, o rabo abana o cachorro sem a mínima cerimônia.

Apesar de todas as promessas, ainda não ouvi um nome de empresa a ser privatizada no governo Bolsonaro. Mas acabamos de ser apresentados a mais uma empresa estatal a ser criada no próximo governo: a “Brasil Barômetro”. Como se não houvesse muitas e boas empresas de pesquisas disponíveis no mercado.
Ah, mas com Bolsonaro vai ser diferente, ele vai tratar as empresas estatais com seriedade.
Acredito. Sinceramente. O problema é que o governo Bolsonaro passa e a estatal fica. Ganha vida própria. E será usada, mais cedo ou mais tarde, como cabide de empregos e fonte de corrupção.
E o que significa “promoção dos veículos éticos e comprometidos com o Brasil”? O governo Bolsonaro pretende usar o dinheiro de nossos impostos para subvencionar veículos de comunicação simpáticos ao governo? O PT fez exatamente o mesmo.
São dois sinais ruins. Espero sinceramente que o governo Bolsonaro não seja um governo PT com o sinal ideológico trocado.
Da página do Sérgio Almeida.
Muitos analistas e comentaristas em geral estão empenhados em mostrar que Bolsonaro não será um governo liberal na economia.
A análise é válida e faz todo sentido — o histórico alinhamento dele com o PT em matérias econômicas fundamenta a desconfiança.
Mas há, talvez, duas coisas sendo ignoradas aqui:
PROBABILIDADE
1) a análise é relativa: mesmo que não seja a Thatcher tropical, há — pode-se argumentar — mais massa de probabilidade em políticas liberais/pró-mercado nele do que em um governo Lula/Haddad/PT.
O que vai se realizar de fato ninguém sabe; tem que esperar o começo do governo — há muita especulação motivada por torcida dos dois lados.
“PT NÃO”
2) a escolha é enormemente governada por um sentimento anti-PT (por razões já conhecidas): muitos que votam/votarão em Bolsonaro sabem que ele não vai ser uma Thatcher ou coisa do tipo; assim como detestam o discurso pró-torturador e outras tosquices que ele já disse — e são muitas.
Mas na régua moral do eleitor médio, ter um 5° governo petista depois de tudo é inaceitável — pelo menos essa é uma história que pode explicar ao menos parte da história dessas eleições.
POR QUE NÃO OS OUTROS? Restaria então entender por que boa parte do eleitorado não migrou para os candidatos não-petistas que existiam na corrida eleitoral.
Há pelo menos duas explicações (não-excludentes, claro):
Uma é a de que nenhum candidato foi anti-petista o suficiente para acomodar o desejo desse eleitor. Não como Bolsonaro foi.
Outra é a de que sair nas frente nas pesquisas de intenção de voto fez de Bolsonaro um “ponto focal” que coordenou a decisão de muitos eleitores cheios do sentimento anti-petista sobre em quem votar quando o candidato do PT foi oficializado e começou a subir nas pesquisas.
É esse sentimento anti-petista — engrossado pela estratégia política do PT de (a) ignorar os erros de política econômica que contribuíram para a recessão e (b) alcunhar de nazista/fascista os eleitores de seu adversário — que explicará boa parte do que acontecerá no próximo domingo.
Boa análise de Sergio Almeida.
Muitos analistas e comentaristas em geral estão empenhados em mostrar que Bolsonaro não será um governo liberal na economia.
A análise é válida e faz todo sentido — o histórico alinhamento dele com o PT em matérias econômicas fundamenta a desconfiança.
Mas há, talvez, duas coisas sendo ignoradas aqui:
PROBABILIDADE
1) a análise é relativa: mesmo que não seja a Thatcher tropical, há — pode-se argumentar — mais massa de probabilidade em políticas liberais/pró-mercado nele do que em um governo Lula/Haddad/PT.
O que vai se realizar de fato ninguém sabe; tem que esperar o começo do governo — há muita especulação motivada por torcida dos dois lados.“PT NÃO”
2) a escolha é enormemente governada por um sentimento anti-PT (por razões já conhecidas):
muitos que votam/votarão em Bolsonaro sabem que ele não vai ser uma Thatcher ou coisa do tipo; assim como detestam o discurso pró-torturador e outras tosquices que ele já disse — e são muitas.
Mas na régua moral do eleitor médio, ter um 5° governo petista depois de tudo é inaceitável — pelo menos essa é uma história que pode explicar ao menos parte da história dessas eleições.
POR QUE NÃO OS OUTROS? Restaria então entender por que boa parte do eleitorado não migrou para os candidatos não-petistas que existiam na corrida eleitoral.
Há pelo menos duas explicações (não-excludentes, claro):
Uma é a de que nenhum candidato foi anti-petista o suficiente para acomodar o desejo desse eleitor. Não como Bolsonaro foi.
Outra é a de que sair nas frente nas pesquisas de intenção de voto fez de Bolsonaro um “ponto focal” que coordenou a decisão de muitos eleitores cheios do sentimento anti-petista sobre em quem votar quando o candidato do PT foi oficializado e começou a subir nas pesquisas.
É esse sentimento anti-petista — engrossado pela estratégia política do PT de (a) ignorar os erros de política econômica que contribuíram para a recessão e (b) alcunhar de nazista/fascista os eleitores de seu adversário — que explicará boa parte do que acontecerá no próximo domingo.
Prefeitos paulistas do PSDB saem do partido e apoiam Márcio França.
Fica cada vez mais claro que França é o candidato de Geraldo Alckmin.
Mais uma informação para a sua decisão de voto.
Emicida mandando “a real” pra militância do PT e explicando porque Bolsonaro faz sucesso entre os pobres das grandes cidades.
O arrazoado é bem legal, acho que ele faz um diagnóstico correto do “povão” e sobre as falhas da campanha do PT. Só não escapa de ser petista: Cuba e Venezuela estão “descontextualizados”, os livros “certos” de história são aqueles que cantam as glórias do socialismo e o partido é odiado por conta das fake news. Mas releve isso, o resto é muito bom.







Bolsonaro propõe a independência do BC, enquanto Haddad volta atrás no plano de “mandato dual” e reafirma a autonomia do BC.
Quem diria que, há somente 4 anos, Marina Silva foi pulverizada na TV por propor a independência do BC, que teria como consequência o desaparecimento da comida da mesa do brasileiro.
O mesmo aconteceu com as privatizações. Há 12 anos, Alckmin foi pulverizado por uma campanha anti-privatização do PT, a ponto de ter a brilhante ideia de vestir o “jaleco das estatais”.
Hoje, Paulo Guedes propõe uma “privatização selvagem” e o PT sequer toca no assunto.
Sai otimismo, sai desse corpo que não te pertence!

Tenho dois casais amigos que estão migrando para o Canadá. Pessoas com ensino superior e altamente produtivos.
Nos dois casos, frequentaram universidades públicas, gratuitas. Ou seja, o Estado investiu o dinheiro dos desdentados para que esses profissionais agregassem valor ao PIB canadense.
Este mesmo dinheiro poderia estar sendo usado para reforçar o ensino básico e, assim, melhorar um pouco as condições iniciais de milhões de crianças. Se isso estivesse sendo feito, talvez não tivéssemos chegado nessa situação de exportadores de mão-de-obra qualificada.
Mesmo com as cotas, nada garante que os formados nessas universidades não pegarão o seu chapéu e não irão embora.
Não consigo pensar em política pública mais regressiva do que a universidade pública gratuita.

O ano é 2015. Dilma Roussef acabava de ser reeleita e a batalha agora era pela presidência da Câmara.
Dilma, aconselhada pela sua prepotência, resolve bancar uma candidatura do PT, o deputado Arlindo Chinaglia. As vozes mais ponderadas da Câmara e do partido aconselhavam a presidente a entrar em um acordo com o Centrão. Em vão.
O deputado Eduardo Cunha foi eleito em primeiro turno. Chinaglia teve 136 votos, aproximadamente o mesmo número de votos que Dilma teve no processo do impeachment. O resto é história.
Bolsonaro tem quase 30 anos de Congresso. Neste erro primário parece que ele não vai cair.