Análise ideológica-simplista

Vamos dividir os candidatos, de maneira bastante simplista, entre esquerda e direita. Atenção! Trata-se apenas de um exercício, como eu disse, simplista, que não pretende esgotar todas as nuances entre os candidatos.

Na direita temos Bolsonaro, Alckmin, Amoêdo, Alvaro, Meirelles, Daciolo e Eymael.

Na esquerda temos Marina, Ciro, Haddad, Boulos, Vera e Goulart.

Pois bem. O DataFolha de ontem mostrou o seguinte resultado entre direita e esquerda (apenas votos válidos):

Direita 52 x 41 Esquerda, com 7% de indecisos.

O DataFolha anterior, de 22/08, mostrava o seguinte:

Direita 51 x 42 Esquerda, com 7% de indecisos.

Portanto, o quadro mudou muito pouco olhando por essa ótica. Os candidatos estão se “comendo” dentro dos seus respectivos campos ideológicos.

Claro que essas definições são fluidas, e eleitores da “direita”, como FHC, podem votar na esquerda no 2o turno. Mas é um cheiro do que podemos ter no 2o turno, mesmo tendo Bolsonaro como representante da direita.

Opção moderada

O primeiro trecho é aquilo que o PT gostaria que você acreditasse.

O segundo, é o PT real.

E o pior é que ainda tem “analista político” querendo convencer que Haddad seria uma opção “moderada”.

O Brasil fazendo escola

A Ford vai deixar de oferecer o Focus Active no mercado norte-americano por conta das tarifas de importação.

Daqui a pouco, os consumidores americanos vão começar a sentir o que é viver no Brasil, um país campeão de “proteção” à sua indústria: produtos caros e com pouca variedade.

Plano B

Paulo Guedes também tem um “ambicioso plano de privatizações” para abater a dívida.

A julgar pela experiência da Grécia, seria salutar ter um plano B na manga.

Gaia é aqui

Manaus não conta com uma estrada asfaltada sequer que a ligue ao restante do país.

O problema de Manaus é ter sido involuntariamente expulsa do Brasil. Manaus, hoje, está localizada em um país chamado Gaia.

Gaia é um país pitoresco. Tem índios que vivem na idade da pedra, mas contam com antibióticos importados do Brasil. Tem florestas preservadas por ONGs cujos sedes ficam em países que não preservaram suas próprias florestas. E conta com o exército de seu pior inimigo, o Brasil, para cuidar de suas fronteiras.

Exagero?

Um país se organiza em um território, onde os seus habitantes convivem sob um governo comum. No momento em que este governo precisa pedir a anuência dos verdadeiros donos da terra, índios e ONGs, para realizar obras, a soberania foi há muito perdida.

Manaus deu azar. Ficou ilhada no meio de Gaia, o país dos índios e das ONGs.

Estados querem perdão

Artigo de Adriana Fernandes, hoje, no Estadão, analisa o iminente fracasso do teto de gastos e do programa de refinanciamento das dívidas dos Estados.

Diz o artigo que todos os candidatos relevantes estão atacando o teto, enquanto os Estados aguardam o próximo governo com a esperança de espetar as suas contas na União.

Se isso for verdade, as consequências serão as seguintes, isoladas ou combinadas:

  • aumento da carga tributária
  • aumento da inflação
  • câmbio em patamar muito mais alto
  • taxas de juros mais altas
  • crescimento econômico muito baixo

Pode imprimir este post para me cobrar daqui a dois anos.