O Brasil tem mais de 1000 jatinhos registrados.
Lula foi alugar justo o do Huck.
Vai ter azar assim lá no caldeirão!

Apenas um repositório de ideias aleatórias
O Brasil tem mais de 1000 jatinhos registrados.
Lula foi alugar justo o do Huck.
Vai ter azar assim lá no caldeirão!


Hoje fomos brindamos com mais um artigo no Estadão defendendo o “direito de defesa ad aeternum” (último parágrafo acima). Desta vez, no entanto, a abordagem foi diferente: ao invés de defender seu ponto com argumentos, o autor vale-se do argumento de autoridade: trata-se de assunto complexo, muito técnico, fora do alcance da gentalha aqui da superfície, que não entende o que são “embargos infringentes” ou “o efeito suspensivo de recurso em sentido estrito oponível contra a sentença de pronúncia”.
Trabalho em uma empresa de gestão de investimentos. Imagine só se, quando perdemos dinheiro, tentássemos o seguinte argumento com o cliente: “investimentos é um tema técnico muito complexo. Enquanto você não entender o que é um ‘flattening da curva de juros hedgeado com um put spread com opções fora do dinheiro para evitar um cenário de calda’, mantenha-se na sua reles condição de leigo”. É óbvio que o cliente sacaria todo o dinheiro e sairia batendo a porta.
Não estou aqui minimizando as dificuldades técnicos dos assuntos. São séculos de conhecimentos acumulados e é impossível que uma pessoa saiba tudo de tudo, quanto mais a sociedade inteira. Mas alguns princípios básicos são sim compreensíveis e cabe aos especialistas procurar explicar sem lançar mão de jargões herméticos.
Sou professor também, com mais de 30 anos de experiência em sala de aula. Se eu aprendi uma coisa durante esse tempo, foi que se os alunos não entenderam um conceito é porque o professor também não entendeu. Se o professor realmente entende o núcleo do conceito, saberá simplifica-lo a ponto do aluno mais leigo entendê-lo. Quem não entende, se esconde atrás de jargões. Aliás, dar aula é a melhor maneira de estudar, pois fica claro o que você não sabe.
Tudo isso pra dizer que a sociedade pode não saber o que é um “embargo de declaração” ou uma “sentença de pronúncia”, mas sabe muito bem que um réu condenado por 4 juízes (um de primeira instância e 3 revisores) deveria estar preso. Ao invés de brandir jargões e mandar a sociedade colocar-se em seu devido lugar, o nobre causídico (tá vendo como eu também sei usar palavras difíceis?) poderia tentar explicar para a sociedade com palavras simples e compreensíveis porque é justo que um assassino confesso como Pimenta Neves tenha sido condenado e preso somente 11 anos depois do crime, e tenha sido libertado tendo cumprido somente 5 anos de pena.
E para terminar: no mundo dos investimentos, existe um conceito importante chamado “conflito de interesses”. Por exemplo: o gerente do banco ou o assessor de investimentos está recomendando aquele investimento porque é bom pra você ou é bom pra ele? Quem realmente vai ganhar dinheiro com aquilo? Cabe a mesma questão aqui: quem ganha com o “direito de defesa ad aeternum”, a sociedade ou o advogado criminalista autor do artigo?
Lula havia dito que não ia aceitar ser solto até que reconhecessem sua inocência.
Mudou de ideia?
Só para lembrar que não há provas.

Um ano, sete meses e um dia.
Para o padrão brasileiro, foi um grande avanço institucional.
Gosto sempre de ver o copo meio-cheio.
Depoimento do repórter da Globo que cobriu a queda do Muro de Berlim, que completa 30 anos amanhã.
Conta de sua emoção de estar testemunhando a história, apesar de “outros muros ainda estarem sendo construídos hoje”.
É do balacobaco!
O sujeito quer comparar o Muro de Berlim com o muro do Trump entre EUA e México. É mais ou menos como comparar o muro de um presídio com o muro que certamente protege o condomínio onde o repórter mora. E essa comparação não é nem a ideal, pois os condenados estão cumprindo pena pelos seus crimes, enquanto os alemães orientais só tiveram o azar de cair no lado errado da história.
O repórter celebra a queda do Muro de Berlim como um “congraçamento dos povos”, o que justificaria a comparação. Nada de muros que dividem as pessoas!
Congraçamento meus ovo. A queda do muro foi a libertação dos alemães orientais de um regime opressor, com resultados econômicos pífios. Até hoje os alemães orientais são mais pobres que os ocidentais, apesar dos esforços hercúleos de integração.
A queda do muro de Berlim deixou desorientada a esquerda no mundo inteiro. Transformar este evento em um “congraçamento dos povos” é uma forma de atenuar o seu real significado: o fracasso do socialismo como sistema econômico e de governo. Assim como dizer que o socialismo soviético não foi o “verdadeiro socialismo”, trata-se de uma forma de lidar com uma realidade muito dura, que destrói convicções longamente formadas.
O socialismo caiu com o muro, mas ainda vive nos corações e mentes de muitos.

A presidente da CCJ do Senado, Simone Tebet, diz que o Senado “não tem pressa” para votar o pacote emergencial, que prevê gatilhos para congelar salários e progressão de carreira de servidores públicos, além de cortar salários e jornadas em até 25% em caso de absoluta falta de dinheiro.
Claro que eles “não têm pressa”: os congressistas e os milhões de servidores públicos do País não fazem parte do contingente de mais de 11 milhões de desempregados. Não há porquê ter pressa.
Simone Tebet diz estar preocupada com o que o Senado “vai entregar ao País”. Só se for com o País dos servidores públicos. Porque se estivessem realmente preocupados com o País que está na chuva, o senso de urgência seria outro.

O Executivo não pode sequer ENVIAR um projeto de lei regulamentando as carreiras do Legislativo e do Judiciário, pois estaria invadindo a esfera de outros poderes. Projeto este que seria debatido no Congresso, a casa que tem o poder de aprovar leis.
Nesse sentido, o Congresso também não poderia mudar as carreiras e as benesses do Judiciário, pois estaria “invadindo” as prerrogativas de outro Poder. Nessa lógica, somente o Judiciário teria o poder de se auto-disciplinar.
Quer dizer, no Brasil, a separação de poderes virou escudo para a manutenção de privilégios. Falta muito pra isso aqui virar uma República.
Tenho dois amigos que migraram para o Canadá neste ano.
Dois engenheiros, formados em universidades públicas, migraram com as famílias, filhos pequenos.
Migraram sem terem emprego lá, vão viver das reservas e trabalhar com qualquer coisa.
Cérebros, deles, das esposas e dos filhos, que poderiam ajudar o Brasil a crescer.
Depois da decisão de hoje do STF, não os critico. O Brasil está condenado ao fracasso.
Para ser preso novamente, Lula terá que ser condenado pelo STF.
Lula condenado pelo STF.
Lula….condenado….pelo….STF.
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Desculpem, perdi o fôlego aqui.