


Apenas um repositório de ideias aleatórias


Por que perder a carteira com 40 pontos? Por que não com 60 ou com 100? Por que perder a carteira com qualquer pontuação?
Por que existem pontos? Pra que servem?
Por que existem multas de trânsito? Pra que servem?
Por que existem limites de velocidade nas estradas? Aliás, por que existem regras de trânsito, afinal?
Se tudo não passa de uma grande indústria com o objetivo de arrancar dinheiro do motorista, vamos acabar com todas as regras. Matar a indústria pela raiz.
Ou não?

Os ex-ministros da educação dos governos FHC, Lula e Dilma se reuniram para fazer um alerta sobre os perigos dos retrocessos na educação do Brasil.
No ano 2000, o Brasil participou pela primeira vez do PISA, apenas na categoria leitura. Ficou em último lugar entre 36 países da OCDE, com 395 pontos.
Em 2018, o Brasil se classificou em 63o lugar entre 70 países. A nota em leitura foi de 407 pontos, um incrível avanço de 12 pontos em 18 anos, o que nos deixou em 59o lugar nesse quesito.
Vamos ouvir os alertas dos ex-ministros da educação. Eles têm muito a nos ensinar.


Ia escrever sobre isso ontem, mas ficou melhor ainda com essa foto e esse editorial do Estadão.
Política. A boa política.
Aparentemente, o governo Bolsonaro começa a entender que não se faz política com confronto, mas com negociação. E que negociação não significa automaticamente corrupção.
Como todo governo, Bolsonaro ainda sofrerá muitas derrotas no Congresso, assim como conseguirá muitas vitórias. Assim é a democracia, não uma luta entre o bem e o mal, mas um embate de concepções de mundo na arena regulamentar: o parlamento.
PS.: o Estadão fez muitos editoriais criticando o governo Bolsonaro. Alguns dirão que, se o editorialista está elogiando, é porque Bolsonaro está no caminho errado. Eu prefiro pensar que receber um editorial elogioso é uma conquista para qualquer governo.
Se o funding vai ser privado para financiar a iniciativa privada, por que mesmo o BNDES precisa ser estatal?


Não foi por falta de aviso.
A situação dos caminhoneiros não melhorou após a adoção da tabela de fretes. Na verdade piorou, pois aumentou a oferta de frete, com a aquisição de caminhões para frotas próprias. Deve ter mais caminhoneiro autônomo sem frete do que havia um ano atrás.
Foi um jogo perde-perde: perderam os caminhoneiros, pois houve aumento da oferta de frete, e perderam as empresas, pois tiveram que lançar mão de uma solução menos ótima (por ser menos flexível) para o seu problema de transporte.
Como todo tabelamento de preços, essa tabela de frete nasceu morta, pois os agentes econômicos se adaptam. Não há corporativismo que mude leis básicas da economia.


“Bate recorde”. Isso aqui é a manchete principal do Estadão hoje.
Aí você vai ver o detalhe, FHC e Lula editaram tantos decretos quanto Bolsonaro no início de seus respectivos governos, com diferença mínima em relação a Bolsonaro. Na letra fria da matemática sim, Bolsonaro “bateu o recorde”. Mas na estatística, a diferença não permite chegar a nenhuma conclusão, a ponto de servir de manchete principal.
Defendo com unhas e dentes o papel da imprensa na cobrança aos governos de plantão. Imprensa a favor de governo só o Pravda e o Granma. Mas se um troço desses merece a manchete principal, está faltando assunto. Isso não é papel da imprensa, é papelão.

Depois da reunião com o representante dos procuradores, estão na fila para reunião com o relator da reforma da Previdência os representantes dos pedreiros, empregadas domésticas, atendentes de telemarketing, caixas de supermercados, motoristas e cobradores de ônibus, cabeleireiros, porteiros, zeladores, frentistas, faxineiros, taxistas, atendentes de loja, costureiras, cozinheiros, garçons, chapeiros, prostitutas, atores de filme pornô, jogadores de futebol, caixas de banco, vendedores ambulantes e pedintes.
Receio que, com toda essa fila para atender, o relatório da Previdência atrase.

De recuo em recuo, vamos ver quantas estatais esse governo vai privatizar no final.


Dizem que o melhor negócio do mundo é um banco bem administrado, e o segundo melhor negócio do mundo é um banco mal administrado.
Pois bem. O BC acaba de criar a oportunidade da sua vida: torne-se um banqueiro! Se você não tem o capital, não tem problema: encontre um amigo que tenha e que também queira se tornar um banqueiro, peça dinheiro emprestado para ele, e comece a ganhar dinheiro. Muito dinheiro!
Isso me faz lembrar um amigo, que certa vez veio me falar, entusiasmado, que o Citibank havia aberto uma conta corrente para ele. A vida toda ele fora cliente do Bradesco, mas nunca havia sido tão bem tratado como no Citi. Até o limite do cheque especial havia sido o triplo do que tinha no Bradesco! Pensei cá com meus botões: isso não vai acabar bem.
Anos depois, soube que esse meu amigo havia quebrado, deixando um papagaio gigante no Citibank. Recentemente, a operação de varejo do Citi fechou as portas no Brasil. Meu amigo, e pessoas como ele, devem ter tido algum papel nessa decisão.
A senhora da reportagem vai emprestar dinheiro a 3,5% ao mês, porque no banco (Bradesco?) o mesmo empréstimo não sai por menos de 7% ao mês. Quer dizer, o Bradesco, com décadas de experiência no negócio, não cobra menos de 7%, enquanto D. Elaine acha que pode ser banqueira e cobrar metade do preço. Boa sorte.