O PSDB já vai tarde

“Abriu diálogo oficialmente com o PSDB”

Tem um troço dentro do PSDB chamado Esquerda Para Valer, que reúne a espantosa cifra de 5 mil militantes. E isso porque é uma das vertentes mais antigas da sigla. Óbvio, declararam voto no PT “em nome da democracia”.

Claro que o jornal força a barra ao chamar isso de “diálogo com o PSDB”. Ou não.

No final da reportagem, ficamos sabemos que José Eduardo “Osmar Turbando” Cardoso estaria se aproximando dos caciques do partido (leia-se FHC), mas que estes querem um “reconhecimento dos erros” para emprestarem seu apoio.

O PSDB já vai tarde.

Não vai ter estelionato eleitoral

“Você não pode ter uma política predatória no preço combustível para salvar a Petrobras e matar a economia brasileira. Qualquer coisa no combustível reflete no preço da mercadoria que tá lá na ponta. Ninguém quer a Petrobras com prejuízo, mas também não pode ser uma empresa que usa do monopólio para tirar o lucro que bem entende.”

Ciro não teria dito melhor.

Dilma não teria dito melhor.

Um mérito Bolsonaro tem: ninguém vai poder acusá-lo de estelionato eleitoral.

O candidato do povo

Essas são palavras de Jaques Wagner, um cara até considerado “moderado” pelo mercado.

Todos os sonhos arrebatadores contidos no programa de governo do PT são financiados por três agentes: o contribuinte (que paga impostos), o mercado financeiro (que empresta dinheiro para o governo) e o povo mais pobre (que tem o seu poder de compra reduzido pela inflação quando nenhum dos outros dois agentes topa a brincadeira).

O contribuinte já mandou avisar que não quer mais impostos.

O mercado também já mandou avisar que vai se curvar sim, mas é para pegar a sua malinha e ir embora.

Adivinha para quem vai sobrar?

Lamentar é pouco

Estes são prints de mensagens que recebi de uma amiga ontem no WhatsApp. A linguagem é tão xucra, que até parece fake. Difícil imaginar alguém em pleno século XXI falando nesses termos.

Bolsonaro veio ontem a público lamentar a morte do capoeirista na Bahia e agressões desse tipo. Diz que não consegue controlar as ações de milhões de seguidores. É verdade, mas é muito pouco.

Bolsonaro, ontem, no Twitter, chamou Haddad de canalha ao condenar o candidato do PT pela disseminação de fake news. O ex-capitão sabe como ser contundente quando quer. Apenas “lamentar” é quase uma declaração de conivência, dado a forma como normalmente o candidato se comunica.

Até onde eu sei, racismo é crime no Brasil, e continuará sendo sob um governo Bolsonaro. O candidato deve deixar claro, muito claro, acima de qualquer suspeita, de que isso é verdade. E, para isso, precisa condenar atos desse tipo em termos muito, mas muito mais veementes, do que simplesmente “lamentar” é dizer que não tem nada a ver com isso.