Na véspera das eleições de 2016 para a prefeitura de São Paulo, João Dória tinha 44% dos votos válidos pelo DataFolha e 35% dos votos válidos pelo Ibope.
Terminou o 1o turno com 53% dos votos válidos.

Apenas um repositório de ideias aleatórias
Na véspera das eleições de 2016 para a prefeitura de São Paulo, João Dória tinha 44% dos votos válidos pelo DataFolha e 35% dos votos válidos pelo Ibope.
Terminou o 1o turno com 53% dos votos válidos.
Votações do PT em SP:
1994: Zé Dirceu 15%
1998: Marta 23%
2002: Genoíno 32%
2006: Mercadante 32%
2010: Mercadante 35%
2014: Padilha 18%
2018: Marinho 8% (último Ibope)
Serviço de utilidade pública: para os cargos proporcionais (deputado federal e deputado estadual) não vote somente na legenda, vote em um candidato específico.
Para que um candidato seja eleito, é necessário que este candidato receba votos, não basta a legenda como antigamente.
Esse match eleitoral da Folha está bem legal (https://matcheleitoral.folha.uol.com.br/)
Deu pra escolher um deputado federal com 90% de match! Pra senador, o máximo que consegui foi 69% com o senador do Novo.
Aliás, o quadro de senadores de São Paulo está um deserto de homens e de ideias. Nas minhas respostas, dei mais importância às questões econômicas (reforma da previdência, privatizações, protecionismo, etc), deixando as questões de costumes em 2o plano, com exceção do aborto. Descobri que, com exceção do candidato do Novo, todos os outros, sem exceção, parecem ter saído do Jurassic Park. Quando um candidato como Major Olimpio aparece no top 3, você sabe que estamos perdidos. Enfim, é o que temos para hoje.



Gilles Lapouge descreve, com requintes de crueldade, a perplexidade dos grandes veículos da imprensa bem-pensante francesa com o fenômeno Bolsonaro.
Distraída, lambendo as bolas de FHC ou de Lula ao longo dos últimos 25 anos, a imprensa francesa descobre, horrorizada, aos 45 do 2o tempo, que o povo quer um tipo como Bolsonaro na presidência.
É fácil ser democrata em Paris.

O “método” de Doria consiste, basicamente, em ter votos.


Como assim, judeus? Eu sou judeu e ninguém me perguntou minha posição antes de falar por mim.
Mais adequado seria “judeus de esquerda que se escondem por trás de sua identidade étnica para defender suas pautas ideológicas” divulgam nota de repúdio a Bolsonaro.
Sem dúvida, a fala de Bolsonaro sobre o direito das maiorias em relação às minorias é condenável. Tão condenável quanto o conhecido apoio do PT a vários regimes liberticidas ao redor do mundo, incluindo o Irã, onde a homossexualidade é punida com a morte. No entanto, pode esperar sentado a condenação do PT por parte desses policiais da consciência judaica.
Pessoal, muito obrigado pelo esforço, mas da minha consciência cuido eu mesmo.
Da página de Eduardo Affonso
Amanhã vou tirar um sábado sabático e não falar nem pensar em política.
A menos que vaze a delação do Marcos Valério, o Haddad adquira vida própria ou o Mourão dê mais um tiro no pé, nada haverá a dizer, e tudo já terá sido dito por quem entende melhor de pesquisas e tendências ou tem trânsito nos bastidores (o FB comprovou que deixamos de ser 200 milhões de técnicos de futebol para nos tornar 200 milhões de analistas políticos).
Mas lembra quando a professora mandava, ao término da leitura de um livro, fazer o “fichamento”? Vamulá.
1.
“Nem quem ganhar nem quem perder vai ganhar nem perder.” Sábias palavras. O grande vencedor desta eleição, mesmo perdendo, será o Lula.
Trancafiado na carceragem da Polícia Federal, ele fez (impunemente) propaganda irregular no rádio e na televisão, campanha no New York Times, comício no Le Monde, e só não ligou o megafone na Folha de São Paulo porque o Fux puxou o fio da tomada.
Cravou dois postes, um no PT e outro no PSOL; furou o olho do ex-atual-futuro aliado do PDT; escolheu (e conseguiu, com o PSL) o adversário dos seus sonhos para levar ao (possível) segundo turno.
Se seu avatar vencer, Lula vai obsedar a política brasileira pelos próximos quatro – ou quarenta – anos, cravar uma estaca no coração da Lava-Jato e terminar o serviço do petrolão. Se perder, seu partido voltará a ser a baliza ética na nação, o bastião da moralidade pública, o bote salva-vidas dos valores mais puros – além da vanguarda na luta contra o “fascismo”.
2.
Bolsonaro corre o risco de ser eleito não pela direita, mas pelo avesso. Mais que pelo voto útil ou ideológico, pelo voto vingança.
É o sujeito errado, na hora errada, com as concepções de mundo erradas, mas o universo parece conspirar a seu favor.
Se parar de defender torturador e de bater boca com as minorias, pode ser que tenhamos a chance de ver que o conservadorismo não é nenhum bicho papão, e, sim, um contraponto necessário. E que (clichê dos clichês) a alternância no poder é saudável à democracia.
3.
O grande derrotado (além do bom senso) é o PSDB. Alckmin tinha todo o tempo do mundo no horário eleitoral e o maior arco de alianças. De bônus, a melhor vice disponível no mercado. Faltou combinar com os russos.
4.
Ciro foi o bronco de sempre.
E ainda vai se prestar ao papel da noiva abandonada no altar que engole o choro e topa ser a amante.
5.
O Troféu Abacaxi vai para Marina, que largou bem e depois foi ladeira abaixo.
Pena.
Teria sido (sem trocadilho) uma alternativa.
6. O melhor desempenho foi o do João Amoêdo. Num partido novo (com trocadilho), sem verba pública e sem poder participar dos debates na televisão, conseguiu superar Meirelles (MDB) e Álvaro Dias (Podemos), e encostar em Marina (Rede).
Em 2022 (toc toc toc), tudo vai ser diferente.
7.
Cabo Daciolo foi a revelação (divina), e a nação repreendida sentirá falta do alívio cômico que ele proporcionou nesta novela de suspenses, traições, facadas e notícias falsas.#gloriaadeuxxx
8.
Por fim, esta foi uma eleição que ignorou (à exceção de um) todos os ex-presidentes vivos (ou mortos-vivos).
Ninguém deu a menor pelota para Sarney, Collor, FHC, Dilma ou Temer (que já é ex-presidente há algum tempo, e não sabe).
Se isso é bom ou ruim, não faço ideia. Só é um consolo imaginar que daqui a quatro anos talvez olhemos para trás e vejamos que este apocalipse de domingo que vem não foi o fim do mundo.
Bom fim de semana, boa eleição e “alea jacta est” (“agora Inês é morta”, em latim).