Quiz do dia

Quiz do dia: quem é o autor do tuíte abaixo?

a) Lula, em sua linha de se colocar como o candidato que se preocupa com a saúde do brasileiro.

b ) João Doria, em mais um discurso oportunista, aproveitando a pandemia para se auto-promover

c) Felipe Neto, continuando sua campanha para derrubar esse presidente genocida

d) Maju “o-choro-é-livre” Coutinho, no típico discurso da mídia “independente” brasileira

e) Marcelo Ramos, vice-presidente da Câmara e representante da fina flor do Centrão – aquele pedaço do Congresso que vai evitar a votação do impeachment -, mandando recado de que o presidente não está agradando.

Sinal amarelo

A popularidade do presidente caiu aos menores níveis de seu mandato, equivalente ao patamar que prevaleceu entre os meses de maio e julho do ano passado, coincidentemente, o período em que vimos o número de óbitos subir de maneira relevante e permanecer em patamar elevado.

O número de óbitos começou a cair a partir de agosto, o que, em conjunto com o auxílio emergencial, fez com que a popularidade se recuperasse nos meses seguintes.

Não se trata ainda de um nível desesperador para o governo, mas acende uma luz amarela. Neste nível de popularidade, dificilmente um governo se reelege ou elege seu sucessor, é o que mostra a história. A boa notícia para Bolsonaro é que as eleições estão a um ano e meio de distância e a pandemia tem data para terminar, com o avanço da vacinação.

A questão que fica é o rescaldo da crise: quanto cresceremos e qual será a velocidade de recuperação do emprego, considerando a resposta lenta da vacinação. São estes os fatores que determinarão as chances de reeleição, por mais que a resposta à crise sanitária tenha sido um desastre.

O verniz do liberalismo

My Fair Lady foi um fenômeno em seu tempo: levou 8 estatuetas em 1965, incluindo a de Melhor Filme. Conta a história de um professor de linguística que aposta com um amigo que conseguiria disfarçar a origem de qualquer pessoa através de treino de fala. Para tanto, pegam uma vendedora de flores que trabalha nas ruas de Londres, uma mulher do povo, para fazer a experiência. Se, em 6 meses, ela pudesse frequentar uma festa da alta sociedade londrina sem ser desmascarada, o professor ganharia a aposta.

Guedes fez a mesma coisa com Bolsonaro. Ou melhor, neste caso, foi Bolsonaro que contratou Guedes para lhe dar um banho de loja, não de domínio formal da língua, mas de liberalismo. O desafio era fazer Bolsonaro desfilar pelo cenário brasileiro sem acusar sua origem corporativista e estatista.

Em um Roda Viva em julho de 2018, o então candidato Bolsonaro foi questionado com a típica pergunta sobre o legado que gostaria de deixar com o seu governo (o vídeo está disponível no YouTube, a pergunta é logo a primeira). Bolsonaro viaja na resposta, aborda todos os pontos de seu programa, o que leva o jornalista a repetir a pergunta: “mas e se tivesse que escolher um único legado, qual seria”. Bolsonaro responde sem titubear: “que a nossa economia passasse a ser liberal, esse é o nosso sonho”.

Estava feita a transformação, o professor Higgins tupiniquim aparentemente havia ganho a aposta.

Mas descobriu-se, com o tempo, que Bolsonaro havia passado apenas no teste do primeiro baile, o do discurso. Nos bailes seguintes, que exigiam ações concretas, o discípulo falhou miseravelmente.

O tempo encarregou-se de mostrar que a linguagem não muda a pessoa. Assim como o professor Higgins mudou a forma de falar de sua discípula mas não a pessoa que ela era, Guedes conseguiu envernizar Bolsonaro, mas não mudar profundamente as suas convicções.

Perseguição

“Perseguição”.

Ouvi muito esse substantivo da boca de Lula, de seu advogado e de petistas de maneira geral. Ao invés de se defender no mérito da acusação, o político pego com a boca na botija normalmente tira da manga a carta da “perseguição”, levando para o campo político um julgamento técnico.

Lembro quando Lula tentou se defender no mérito da questão do triplex. Segundo a defesa, o dono da OAS, Léo Pinheiro, teria tentado agradar Lula, oferecendo o triplex com várias melhorias. Mas, no final, o casal Lula decidiu não comprar o apartamento. Quer dizer, o dono da construtora compra uma cozinha Kitchen no valor de 150 mil, fora todas as outras reformas, só para seduzir um potencial comprador, sem garantia da venda. Ok.

O mesmo mambo jambo o filho 01 tentou fazer colar para explicar as movimentações de sua incrível loja de chocolates. Vimos novamente que, quando a coisa vai para o mérito, não se sustenta. Resta levar para a arena política.

Não me espanta que a tese da “perseguição” tenha vindo à tona novamente. Nada de novo debaixo do sol.

A corrupção artesanal nossa de cada dia

O PT fez muito mal ao país. Ao montar um esquema industrial de corrupção, o partido de Lula, na prática, fez parecer aceitáveis esquemas artesanais de corrupção.

Alguns anos atrás, ao matricular minha filha na auto-escola, havia dois pacotes disponíveis: o “normal” e o “fast track”, este último com a aprovação garantida. O Brasil é o país do jeitinho, corrupto em todos os níveis. Quem lida com o setor público sabe do que estou falando.

Esta é a corrupção nossa de cada dia, aquela que foi chamada por um deputado petista de “graxa do capitalismo”. O PT, com sua obra, fez essa corrupção artesanal parecer aceitável.

Nessa linha, ontem o presidente afirmou que essa tal “lei da improbidade” precisa ser revista, pois estaria amarrando os gestores públicos. De fato, é mais difícil governar sem a “graxa”.

Nessa linha, Ricardo Barros, líder do governo na Câmara, vem defendendo o fim da criminalização do nepotismo no serviço público, que, não por acaso, é um dos dispositivos da lei da improbidade administrativa. Faz sentido. Afinal, qual o crime em dar gordos salários para familiares? É só uma corrupção artesanal, muito aceitável perto do que o PT fez.

Muito mais aceitável também são as rachadinhas, prima-irmã do nepotismo. O 01 livrou-se ontem do inquérito, em mais um movimento de volta ao velho normal da corrupção artesanal, aquela que é aceitável diante do que o PT fez.

Ao defender a revisão na lei da improbidade, Bolsonaro rasga mais uma bandeira de campanha. Assim como o “presidente liberal” era uma miragem, o “presidente anti-corrupção” também vai se mostrando um engodo. Voltamos ao Brasil normal.

O STF e a Realpolitik

Em entrevista na TV Bandeirantes em 1999, o então deputado federal Jair Bolsonaro defendeu o fechamento do Congresso, o fuzilamento de “uns 30 mil”, incluindo o então presidente FHC, e a sonegação de impostos. Na época, estudou-se um processo de quebra de decoro no âmbito do Congresso, que acabou não ocorrendo. E ficou tudo por isso mesmo. Não houve, por suposto, qualquer ação do STF a respeito, muito menos uma ordem de prisão.

O que mudou de 1999 para 2021? Por que o STF ordenou hoje a prisão de um deputado que ameaçou ministros do STF e elogiou o fechamento do Congresso? E convém observar que uma decisão inicialmente monocrática foi acompanhada por unanimidade por todos os ministros. Não consigo lembrar a última vez em que houve unanimidade no plenário do STF.

Não somente isso. A reação do Congresso foi morna, pra dizer o mínimo. Difícil achar que a decisão do STF tenha sido tomada sem um mínimo de articulação com o alto clero do Parlamento.

E o silêncio ensurdecedor do presidente? Definitivamente, não é mais o deputado de 1999.Kissinger, em sua monumental obra Diplomacia, faz um resenha histórica das duas grandes correntes filosóficas que permeiam as decisões diplomáticas ao longo do tempo. De maneira muito simplificada, a primeira corrente é a das esferas de poder, que prevaleceu na Europa ao longo do tempo. Nessa linha, os diversos países se alinham com base nas vantagens mútuas que podem obter. É a realpolitik. A segunda corrente é a da cooperação virtuosa, em que os países deveriam cooperar com base em uma ideia de bem comum. Woodrow Wilson, presidente dos EUA durante a 1a Guerra Mundial foi o grande patrocinador dessa corrente, que inspirou a criação da Liga das Nações.

O governo Bolsonaro iniciou wilsoniano (desculpe-me Woodrow, sei que é uma comparação pobre) mas rapidamente migrou para a realpolitik. A prisão do deputado bolsonarista-raiz deve ser entendida neste contexto. Há um claro desconforto dos poderes em Brasília com a face bolsonarista-raiz do governo Bolsonaro. E não é de hoje. Vários episódios se acumularam, dando inclusive origem ao inquérito das fake news. Weintraub foi embora por conta disso.

Se em 1999 Bolsonaro era um exército de um homem só, hoje é formado por um conjunto fornido de deputados e alto staff do Executivo, alinhado a uma ala do Exército e uma rede de apoiadores não desprezível. Quando o deputado desbocado ameaça os ministros do STF e lembra o fechamento do Congresso em 1968, está dando voz a essa ala. Não foi somente Moraes que mandou prender o deputado. Foi o conjunto de todos os poderes em Brasília, incluindo o Executivo. Acabou. A realpolitik venceu. Não há virtude, há espaços de poder dentro de certas regras de convivência, a que chamamos de democracia. O bolsonarismo desafiou essas regras e está sendo enquadrado. Hoje, nem Jair Bolsonaro é bolsonarista mais.

PS.: note que não entrei no mérito da liberdade de expressão ou da imunidade parlamentar. Eu particularmente penso que ambas não são salvo-conduto para cometer crimes, mas aí teríamos que analisar se o que o deputado falou é ou não crime. Aliás, os 11 ministros do Supremo decidiram que é crime. De qualquer modo, para entender o que ocorreu, esse é um dado irrelevante.

Os ataques à imprensa

Eugênio Bucci é o meu Sul. Para onde ele apontar, pode ir na direção contrária sem erro.

No episodio de hoje, o professor faz uma longa digressão sobre a campanha dos nazistas contra a imprensa livre, fazendo um original e nunca antes pensado paralelo com o bolsonarismo hoje. Para tanto, usa como exemplo paradigmático os ataques contra a Rede Globo.

Selecionei algumas fotos abaixo mostrando os “democratas” do PT atacando a mesma Rede Globo. Mas, para Bucci, os ataques à imprensa livre são monopólio dos fascistas, conservadores e ultraconservadores, conforme o trecho do artigo destacado acima.

O colunista até admite que a esquerda também ataca a imprensa, mas apenas para “denunciar hipocrisias nos jornais burgueses”. Claro, havia plena liberdade de imprensa na antiga União Soviética. Há também plena liberdade de imprensa em Cuba e na Venezuela. E não foi um governo de esquerda que aprovou a “ley de medios” na Argentina. A esquerda é realmente uma fofura quando se trata de liberdade de imprensa.

Autoritários de todos as cores lidam mal com a imprensa profissional. Que tem seus erros e vieses, como todos nós temos. Quem procurar na minha timeline encontrará vários posts criticando o trabalho da imprensa. Nada, no entanto, substitui o seu trabalho na democracia. Prometo um post de mais fôlego sobre este assunto.

O leite condensado como narrativa política

Eu nem ia comentar, porque achei a coisa meio folclórica. Mas quando vi o Estadão dar capa para o fato, como se de importante coisa se tratasse, fui olhar com mais atenção.

O assunto teve origem em matéria do site Metrópoles. Na medida em que grande parte das pessoas só lê a manchete e, no máximo, o lead, cuidadosamente escolhidos pelo editor para causar impacto, vou gastar algumas linhas para mostrar algumas inconsistências da reportagem. Depois, vou dar minha interpretação política.

Vamos às inconsistências.

1. A matéria afirma que o governo federal (todas os ministérios e autarquias) gastou, em 2020, R$ 1,8 bilhão em alimentos. Este valor seria 20% acima dos gastos de 2019, insinuando um crescimento bem acima da inflação. Ocorre que a inflação de alimentos em 2020, no IPCA, foi de 18%. Ou seja, todas as famílias brasileiras, se mantiveram a mesma quantidade consumida de alimentos, gastaram 18% a mais em 2020. 20% adicionais não parece ser exagerado.

2. A comparação se deu somente com 2019. E os mesmos gastos em outros governos? Houve um aumento substancial? Ou diminuição? Das duas uma: ou o repórter não pesquisou para dar essa Informação (que é obviamente importante), ou pesquisou e achou números que não ornam com a narrativa pretendida. Em ambos os casos, não fez o trabalho decentemente.

3. Dos R$ 1,8 bi, R$ 632 milhões foram gastos pelo Ministério da Defesa, R$ 60 milhões pelo Ministério da Educação e, em um distante terceiro lugar, R$ 2 milhões pelo Ministério da Justiça. Somando esses 3 primeiros ministérios, temos R$ 694 milhões. Faltam, grosso modo, R$ 1,1 bilhão, que devem ter sido gastos pelos outros ministérios e autarquias. Ocorre que todos esses entes devem ter gasto menos do que os R$ 2 milhões gastos pelo Ministério da Justiça, o 3o lugar. Se assim for, deveríamos ter pelo menos 550 ministérios e autarquias para completar os R$ 1,1 bi que faltam. Temos tudo isso de ministérios e autarquias? A conta não fecha.

4. Na matéria, o Ministério da Defesa informa que os gastos com alimentos se destinam a manter alimentação saudável para uma tropa de 370 mil soldados que, ao contrário de outros servidores, não fizeram home office. Se isso for verdade, temos um gasto mensal de R$ 142/pessoa/mês em alimentos. Não parece muito para fornecer 3 refeições diárias. Os gastos do ministério da Educação, apesar de não serem foco da matéria, devem se justificar pelo fornecimento de alimentos para as universidades federais. Mas esta é apenas uma suposição minha.

Bem, mas tudo isso é irrelevante. O que importa, de fato, é a narrativa política. Quando Bolsonaro tirou a foto comendo pão com leite condensado, havia ali uma narrativa: a do presidente “gente como a gente”, tiozão, bruto mas simpático, que não tem papas na língua quando é pra dizer a verdade sobre as coisas. Tudo isso está sintetizado naquela foto. A foto era uma narrativa. E ele fez isso de maneira consciente.

Antes de continuar, vou fazer uma pequena digressão para fazer o meu ponto. Tem um pequeno livro da década de 50, que amo de paixão, chamado “A Lei de Parkinson”, em que o autor faz uma análise da vida corporativa. Em um dos capítulos, o autor analisa a dinâmica da tomada de decisão nas corporações. A tese é a seguinte: quanto mais complexo e caro for um projeto, menos atenção receberá dos tomadores de decisão. E vice-versa. Ele dá um exemplo: uma reunião para analisar 3 projetos. O primeiro é um reator nuclear no valor de US$ 10 milhões, o segundo é um projeto de cobertura para os automóveis dos funcionários no valor de US$ 3 mil e o terceiro é o tipo de café que vai ser servido na copa, no valor de US$ 100. O autor demonstra que 10% do tempo da reunião será gasto com o reator, enquanto 75% será gasto discutindo o cafezinho. Por que isso? Simples: porque as pessoas não conseguem entender a complexidade do reator e não compreendem o que sejam 10 milhões, mas todo mundo entende o que é um cafezinho, sabe quanto custa no supermercado e compreende a grandeza de 100 dólares.

Este exemplo me ocorreu ao ver o impacto da informação: R$ 15 milhões em leite condensado! Todo mundo sabe quanto custa uma lata de leite condensado, sabe quanto leite condensado vai numa receita de pudim. É muito mais fácil lidar com essa informação do que, por exemplo, com o gasto de R$36 milhões anuais só para MANTER PARADO o canteiro de obras da usina nuclear Angra 3. É dinheiro do mesmo jeito, mas a primeira informação tem uma narrativa compreensível por trás.

Ao tirar uma foto com a lata de leite condensado, Bolsonaro criou uma narrativa. Ao estampar os gastos com leite condensado do governo federal, o site Metrópoles deu um ipon na narrativa de Bolsonaro, colocando um preço na suposta simplicidade do presidente.

Pode até ser (é até bem provável) que haja ineficiências e corrupção nesse processo de compras do governo. Ineficiências e corrupção que não são de hoje, diga-se de passagem. Se a reportagem servir para uma auditoria séria por parte do TCU, já terá sido útil. Mas o ponto principal, claro, não foi apontar irregularidades. Foi colocar em cheque a imagem de austeridade e integridade do governo Bolsonaro. Para tanto, utilizou-se da mesma figura usada pelo presidente. Neste ponto, a reportagem foi genial.

Aos que se incomodam com esse tipo de tática, uma mensagem de conforto: seu político de estimação também usa narrativas. A isso chamamos de política.

Uma sólida minoria

O Boca Livre se desfez. Motivo: divergências políticas.

Não vou aqui julgar se divergências políticas (ou de qualquer outra natureza) deveriam servir de motivo para envenenar relações pessoais, familiares ou profissionais. Cada um sabe onde o calo aperta. Meu ponto é outro.

Dos quatro integrantes do grupo, três querem se vacinar, enquanto o quarto, não. Este quarto componente se alinha claramente ao, digamos, modo de pensar bolsonarista. Para ele, as mortes por Covid fazem parte da natureza das coisas, há outros problemas além da Covid e tomar vacinas deveria ser uma escolha, não uma obrigação. Separei abaixo um trecho de seus, digamos, pensamentos.

Por mais que se possa achar absurdo esses posicionamentos, não se pode negar que seja preponderante em uma parcela da população. Quanto? Um em quatro, no caso do ex-grupo Boca Livre. 30%, se considerarmos o nível de aprovação do governo Bolsonaro neste momento.

Resta ocioso discutir qual o papel do próprio Bolsonaro nesta corrente de pensamento, se ele lidera ou se ele traduz uma forma de pensar. O fato é que entre 25% e 30% da população não está minimamente convencida de que a tragédia da Covid no Brasil seja culpa do atual ocupante da cadeira presidencial. Não se trata de uma maioria que garanta uma eleição, mas é uma robusta minoria que evita um impeachment.

Por isso, se depender somente da Covid, difícil um impeachment avançar. Continuo achando que é a economia que vai ditar o futuro deste governo.

A única fraude

“Sem voto impresso em 2022 vamos ter problemas”. Bolsonaro refere-se, mais uma vez, a supostas fraudes eleitorais.

“Ninguém pode negar” que houve fraude nas eleições americanas.

Pois é. Fiquei curioso e fui investigar por conta própria uma das alegações de fraude que andam rodando por aí. Trata-se do condado de Bibb, na Geórgia, onde um “cientista de dados” teria denunciado uma manipulação clara. A descrição da suposta fraude vai a seguir:

Bem, o condado de Bibb fez não uma, mas DUAS recontagens. A primeira manualmente e a segunda por meio de escaneamento. Tudo acompanhado por fiscais de ambos os partidos. Veja aqui um vídeo onde o responsável pela eleição no condado explica o processo.

Mas o mais curioso vem agora: a Geórgia adotou exatamente o sistema que Bolsonaro quer: urna eletrônica com impressão dos votos. Foram esses votos que serviram para a recontagem.

Eu pergunto: adiantou? Trump desistiu da alegação de fraude? Obviamente não. Pergunto novamente: vai adiantar no caso brasileiro? Bolsonaro vai dizer que as eleições foram limpas se o voto impresso for adotado? Obviamente não! Basta ver o que o seu guru fez nos EUA.

As eleições sempre serão fraudadas. Trata-se de um grande esquema da esquerda globalista. Se Bolsonaro perder, terá sido fraude. Se Bolsonaro ganhar no 2o turno, terá sido fraude, pois devia ter ganho no 1o (vide 2018). Se ganhar no 1o turno, terá sido fraude, porque a diferença devia ter sido bem maior. As eleições são fraudadas sempre. Perdemos por causa da fraude. Ganhamos apesar da fraude.

A única fraude que existe é a dupla Trump e Bolsonaro.