A questão da transparência das pesquisas eleitorais

Sobre a polêmica das pesquisas eleitorais, a melhor sugestão, na minha opinião, veio do professor do Instituto de Matemática e Estatística da USP, Alexandre Patriota: transparência.

Muitas vezes saí frustrado na busca de detalhes de pesquisas. Por exemplo, informações sobre cortes específicos do DataFolha eram publicados na imprensa, mas o acesso ao dado bruto para conferir não era disponibilizado. A manchete era a mesma em vários veículos, ficando claro que sua fonte era um press release do próprio DataFolha, e não o resultado de uma análise do próprio veículo. E, como sabemos, quem faz a manchete faz a notícia.

O deputado Ricardo Barros, ontem, defendeu uma legislação para punir os “erros” dos institutos. O problema de uma legislação desse tipo é definir o que vem a ser “erro”. Uma coisa é o papo de bar ou na rede social. Outra coisa é definir de maneira precisa na legislação. Creio que uma legislação muito mais eficiente estaria na linha sugerida pelo professor do IME: obrigar os institutos a divulgarem detalhes de suas metodologias amostrais, além dos dados brutos, de forma que investigadores pudessem reconstruir os resultados de forma independente.

A CVM exige que as empresas de capital aberto publiquem uma série de informações de maneira padronizada, tomando muito cuidado para que todos os players tenham as mesmas informações ao mesmo tempo. Assim, analistas podem ter acesso aos dados para chegar a conclusões sobre a saúde das empresas de maneira independente da direção dessas mesmas empresas. Esse cuidado se justifica, dado que é a poupança de milhões de investidores que está em jogo.

No caso das pesquisas, está em jogo o futuro de todos os brasileiros, e o cuidado deveria ser ainda maior. Uma legislação que exigisse um nível mínimo de transparência e padronização das informações por parte dos institutos já seria um grande avanço.

Anti-tucanismo

A torcida é grande. A reportagem afirma que “nunca um petista esteve tão perto do Palácio dos Bandeirantes”, usando, para fazer essa afirmação, o número de votos absolutos, que, como sabemos, aumentam vegetativamente de ano para ano. Em termos relativos, foram 36% dos votos.

O fato é que vários petistas também chegaram “perto” do governo Paulista segundo esse critério. Em 2002, José Genoíno obteve 32% dos votos no primeiro turno e 41% no segundo. Em 2006, Mercadante obteve novamente 32% dos votos, em eleição vencida por José Serra no 1o turno. Em 2010, Mercadante obteve 35% dos votos, em eleição vencida no 1o turno por Alckmin. Em 2014 e 2018, aí sim, tivemos um fiasco retumbante do PT no estado. O que aconteceu agora em 2022 foi a volta ao patamar que o PT sempre teve em SP. Capaz de Haddad chegar ao mesmo nível de Genoíno em 2002, dada a força do anti-bolsonarismo. E só.

A reportagem exalta o feito de Haddad, como se não tivesse havido uma imensa frustração. Realmente, davam como certo um 2o turno em que todas as “forças democráticas” se uniriam em torno do mais tucano dos petistas. Os paulistas, no entanto, decidiram mandar pra casa o neo-tucano Garcia, e muito provavelmente rejeitarão também o petista-tucano Haddad. O anti-petismo, em SP, se transmutou em anti-tucanismo.

O PSDB morreu

Realmente não sei de onde o repórter que escreveu essa matéria tirou a ideia de que o “posicionamento do PSDB” influenciará qualquer coisa em São Paulo. O PSDB morreu. Da velha guarda, FHC está aposentado, Serra não foi eleito deputado federal, Alckmin é vice do Lula, e os velhos social-democratas são viúvas de um país que nunca existiu. Da “nova guarda”, Doria saiu com o rabo entre as pernas depois de tomar de assalto o partido, Garcia (que nem tucano é) conseguiu ficar de fora do 2o turno mesmo sendo governo e Eduardo Leite, a estrela da nova geração, por pouco não conseguiu a mesma façanha.

Trata-se de algo definitivo? Nada é definitivo, a política é um jogo sem fim. Mas qualquer eventual recuperação do PSDB como força política é um projeto incerto de longo prazo. Nessa eleição, o segundo turno será decidido pelos eleitores de Garcia, não pelo PSDB.

Missão quase impossível

Temos abaixo as diferenças entre os 1o e 2o colocados no primeiro e no segundo turnos das eleições desde a redemocratização. O terceiro número é o percentual de votos que o primeiro colocado conseguiu pescar dentre aqueles que não escolheram nenhum dos dois primeiros colocados no primeiro turno:

1989: 15,8 / 6,0 / 40,4%

2002: 23,2 / 22,5 / 48,8%

2006: 7,0 / 21,7 / 125,3%

2010: 14,3 / 12,1 / 44,6%

2014: 8,0 / 3,3 / 40,4%

2018: 16,8 / 10,3 / 36,9%

2022: 5,2 / ?

Podemos observar que, no pior resultado para o primeiro colocado, Bolsonaro conseguiu 36,9% dos votos dentre aqueles que votaram em todos os outros candidatos no primeiro turno.

Pois bem. Lula precisa ganhar 1,7 pontos percentuais para ganhar a eleição. Isso significa 20,3% dos votos em outros candidatos do primeiro turno. Ou, de outra forma, Bolsonaro precisa ganhar mais do que 80% dos votos de eleitores de outros candidatos. Não é impossível, mas seria um novo recorde e significaria a quebra de uma escrita, com o 2o lugar ultrapassando o primeiro.

Como é muito difícil capturar 80% dos eleitores de outros candidatos, Bolsonaro, para vencer essa eleição, precisará virar votos de quem votou em Lula. Como fazê-lo? Dessa resposta depende os próximos 4 anos.

Breves notas sobre as eleições

1) Os institutos de pesquisa são os grandes perdedores dessa eleição. As consideradas “padrão ouro” se provaram “padrão estrume”. Ainda vou fazer um levantamento mais sistemático dos erros, mas não precisa ser estatístico para isso, são visíveis a olho nu. A conclusão é de que talvez seja melhor mesmo contar motos em motociatas do que olhar os números das pesquisas.

2) Fernando Gabeira, na Globo News, com sua usual honestidade intelectual, reconheceu que o conservadorismo é uma força política a ser considerada na equação da democracia brasileira. Ele confessou que subestimou essa força em suas análises.

3) Bolsonaro chega ao 2o turno com moral muito mais elevado do que seu adversário. Isso, no entanto, não torna sua vida mais fácil. Faltaram apenas 1,7% dos votos para Lula ganhar no 1o turno. Ele ficou muito perto da vitória. Bolsonaro, para ganhar, precisa virar votos do próprio Lula, não basta conquistar os eleitores de Ciro e Tebet. Não é uma missão impossível, mas é bem difícil.

4) Janaína Paschoal teve 450 mil votos, menos de 1/4 do que obteve em 2018. Quando escrevi aqui que ela errou completamente o timing de sua candidatura ao senado, muitos se revoltaram, afirmando que iriam votar na deputada. Infelizmente, Janaína perdeu o tempo da política.

5) Tiririca teve apenas 70 mil votos, uma sombra do que já teve no passado. Foi eleito pelo quociente eleitoral. Ele, que já foi puxador de votos, dessa vez foi puxado.

Embalado para presente

O Estadão nos apresenta hoje um perfil de Fernando Haddad. O final está aí. A matéria nos informa que Haddad leu 250 livros para escrever sua mais nova obra, que nasceu de conversas com Noam Chomsky. Isso tudo é chic nas últimas!

Haddad é realmente um prodígio. Leu 250 livros desde que perdeu as eleições! Vamos fazer uma conta rápida: de dezembro de 2018, quando foi dispensado de sua condição de poste, a abril de 2022 (o livro foi lançado em maio) são 41 meses. Portanto, temos um ritmo de aproximadamente 6 livros por mês, ou 1,5 livros por semana, sem descanso. E não são livros quaisquer! São livros mais densos do que o interior de um buraco negro. E Haddad certamente conjugou esse febril trabalho acadêmico com uma atividade profissional que lhe permitiu ganhar o seu sustento nesse período. Ninguém sabe exatamente qual é essa atividade, mas deve existir.

Agora sério. Assim como Lula é embalado e vendido como um típico representante do povo brasileiro, Haddad é embalado e vendido como um intelectual potente, alguém muito mais preparado para entender o mundo do que trogloditas como nós. Lula teria aquela sabedoria do povo, enquanto Haddad teria a sabedoria adqurida nos muitos livros lidos e nas conversas com os Noams Chomskys da vida.

Tudo não passa de marketing. A “informação” dos 250 livros não estão ali à toa. Serve justamente para criar essa imagem. Alguém tão superior certamente está mais preparado para nos governar do que um troglodita como Tarcísio ou um capiau como Rodrigo.

A reportagem termina de forma patética, nos informando que Haddad tem tanto prazer em receber um elogio de Noam Chomsky quanto teria em ganhar a eleição para governador de SP. Coisas que nós, pobres mortais, não conseguimos alcançar. Eu humildemente recomendaria ao candidato que aproveite bem o elogio de Chomsky.

O delírio do mercado

No Valor de hoje, pela primeira vez leio um relato completo do que ocorreu no jantar de Lula com a nata do empresariado brasileiro. Vem pela mão da competente jornalista Claudia Safatle, uma das melhores cronistas do desastre do governo Dilma.

De todo o artigo, o único pecadilho é o título, que não faz jus ao que rolou no tal jantar, a tomar a valor de face a narrativa. O BNDES ser usado como indutor do crescimento, além de não ser novidade no discurso de Lula, consegue ser o menor dos males de tudo o que Lula disse no jantar. Vejamos:

– Lula afirmou que ”o BC tem que conversar conosco sobre geração de empregos, não pode ser um BC bitolado em juros e inflação”. Claro, essa afirmação veio depois de criticar a independência formal do BC. O curioso é que, em seus dois mandatos, o então presidente do BC, Henrique Meirelles, teve liberdade para fazer política monetária. Há uma contradição entre o que foi o seu governo e o discurso atual, como se Lula tivesse rasgado uma fantasia. Fico imaginando o que seria essa “conversa” sobre geração de empregos.

– Lula repetiu que acha “um absurdo teto para gasto público”. Ao mesmo tempo, prometeu superávit primário em todos os anos de seu governo. Parece que Lula não tem noção do ajuste necessário para fazer superávit primário, ajuste este que faria o teto de gastos parecer um passeio no parque. Claro, a ideia é sair pelo aumento da arrecadação. O problema é quem vai pagar a conta. Taxar os “super-ricos” é inócuo, pois, além de insuficiente, a base tributável logo desaparece nos planejamentos tributários da vida. Vai sobrar para a classe média mesmo. E classe média, aqui, é todo mundo que ganha mais de 2 salários mínimos.

– Parece que Lula enviou “interlocutores” ao TCU para negociar um waiver sobre as contas públicas nos primeiros anos do seu governo. Imagine só o que ele tem em mente.

– Lula achou “um absurdo” a privatização da BR Distribuidora, mas não pretende reestatiza-la. Bem, se Lula acha importante ter uma empresa que distribui gasolina, imagine o resto. Também achou um absurdo, claro, a privatização da Eletrobrás. Mas, como disse Wilson Ferreira, o presidente da empresa, em outra matéria, o governo não tem dinheiro para reestatizar. Ou seja, é tudo resmungo. A questão só é levantada para deixar claro que não haverá privatizações no governo Lula. Lula prefere pegar o dinheiro dos contribuintes, não de investidores.

Neste ponto do artigo, Safatle diz que Lula começou a “delirar”. É o que afirmou um dos empresários entrevistados. Como se, até o momento, a coisa fosse toda “normal”. Vamos ao “delírio”. Segundo Lula:

– a quadrilha de Curitiba tinha interesse em quebrar as empresas brasileiras para beneficiar as americanas e espanholas.

– a Lava-Jato interrompeu a construção das refinarias pela Petrobras, o que nos daria autossuficiência em refino.

– o custo de extração do petróleo do pré-sal é menor que o custo da Arábia Saudita (na verdade, é 10 vezes maior).

– o mensalão sempre existiu, desde o início da República.

Bem, isso tudo que você leu acima não foi dito em um sindicato ou em uma reunião de artistas ou estudantes. Foram palavras ditas para empresários, um ambiente em que, supostamente, Lula deveria vestir um figurino mais ortodoxo. Como vimos, a coisa foi bem longe disso. Lula não faz questão alguma de esconder o que pretende fazer, nem para plateias menos simpáticas.

De tudo isso, entendo que Lula se dedicará, caso seja eleito, a duas coisas:

1) perseguir pessoalmente Sérgio Moro e Deltan Dalagnol até colocá-los na cadeia e

2) reeditar o “Brasil Grande” custe o custar. E custará, pode ter certeza.

Alguns no mercado estão iludidos pelos três primeiros anos do primeiro governo Lula, como se os 10 anos seguintes do governo PT não tivessem existido. Lula tem insistido em quebrar essa ilusão antes da eleição, mas está difícil.

Vivendo como os índios

Thomas Friedman usa sua pena para lamentar os impactos da guerra da Ucrânia no meio ambiente e na luta contra o aquecimento global. Uns 80% do artigo são gastos louvando “os povos originários”, que estariam ali para “defender as florestas virgens”, e de como a guerra está ameaçando esses povos e florestas ao pressionar os preços de commodities agrícolas, o que estaria aumentando a pressão pelo uso dessas terras.

Nem vou entrar nos vários detalhes pitorescos do artigo (haveria muitos, como normalmente acontece com quem tem uma visão romântica da atividade econômica), mas um ponto me chamou especialmente a atenção. Está já nos finalmentes do artigo, como que um anexo, pois não tem nada a ver com “florestas tropicais” e “povos originários”. A questão é a seguinte: Rússia, Belarus e Ucrânia abasteciam 25% da madeira consumida como combustível até o ano passado. Por causa da guerra, outros países estão tendo que queimar suas próprias “florestas protegidas” no lugar.

Eu diria que preocupante não é o “relaxamento de leis ambientais” para permitir a exploração de madeira. O preocupante é a falta de uma mísera frase nesse artigo que lembrasse o PORQUÊ se queima madeira. Friedman, em seu confortável gabinete com calefação no inverno e ar-condicionado no verão, não liga lé com cré. Enquanto são madeiras exploradas na Rússia, Belarus e Ucrânia, tudo certo. Mas algumas árvores são mais iguais do que outras, então é preciso que a guerra acabe para proteger as árvores mais iguais, pois eu mesmo não vou consumir um kWh sequer a menos para diminuir meu conforto.

Estou sendo repetitivo, eu sei. Mas artigos desse tipo se sucedem, então não resta outra alternativa. Formadores de opinião de países ricos estão muito preocupados com o meio ambiente, mas não estão dispostos a abrir mão de seu conforto pela causa. Como diria Adam Smith, enquanto houver demanda haverá oferta. E a demanda por conforto não tem limites. Enquanto não ficar claro para todos que proteger o meio ambiente como os índios supostamente o protegem significa viver como os índios, vamos continuar com esses artigos bem-intencionados que só apontam culpados. Friedman faria bem em se mudar para uma aldeia isolada para entender o que é viver sem as benesses da civilização que agride o meio ambiente.

O fim de Putin ou o fim do mundo?

Depois de 7 meses de guerra, com seu exército perdendo territórios e tendo que mobilizar reservistas, Putin decidiu trucar a Ucrânia e a aliança ocidental que a apoia, anexando politicamente territórios ucranianos. A ameaça de Putin é de que, sendo estes territórios agora russos, qualquer tentativa da Ucrânia de retomá-los significaria uma agressão ao próprio território russo, o que autorizaria o Kremlin a usar “armas nucleares táticas” no confronto.

Pode-se dar o adjetivo que se queira, “tático”, “estratégico” ou “arrasa quarteirão”, o fato é que o uso de armas nucleares mudaria a guerra de patamar. Por outro lado, sem o seu uso, a anexação significa zero: a Ucrânia continuará lutando pela reconquista desses territórios como se nada tivesse acontecido. Portanto, a anexação somente faz sentido se for para escalar a guerra.

No entanto, essa anexação mostra que a mão de Putin é fraca, para continuar na linguagem do truco. Gritou truco sabendo que o adversário tem uma mão mais forte, mas na confiança de que não terá culhões para utilizá-la. Essa mão chama-se “admissão da Ucrânia na OTAN”. Uma vez que uma arma nuclear seja detonada em território ucraniano, este é o próximo movimento óbvio da aliança ocidental, de modo que a Rússia estaria às voltas com uma guerra direta contra os Estados Unidos e seus aliados europeus.

Dentre os possíveis desdobramentos do uso de uma arma nuclear, Putin certamente está contemplando essa hipótese. As outras duas são os EUA fazerem cara de paisagem e continuarem a dar o mesmo apoio de sempre à Ucrânia como se nada tivesse acontecido, ou forçar a Ucrânia a celebrar um acordo de paz nos termos russos. Qualquer dessas duas hipóteses significaria dizer que o uso de ”armas nucleares táticas” é admissível para atingir objetivos geopolíticos. Já vejo Xi Jiping esfregando as mãos, mas não só ele. Como essa admissão parece impensável, creio que a hipótese do ingresso da Ucrânia na OTAN é a mais plausível.

O problema é que Putin pode até ter a mesma avaliação, mas está acuado com uma mão fraca. E, ao contrário do truco, não terá a possibilidade de jogar outra mão. Por enquanto, a anexação é só um grito de truco. Se a Ucrânia continuar a lutar pelos seus territórios anexados, terá gritado um “seis”. Putin decidirá então se prefere correr do jogo ou gritar um “nove” desesperado, usando armas nucleares. Caberá então à aliança ocidental decidir se corre ou grita um “doze”, admitindo a Ucrânia na OTAN e lutando diretamente contra a Rússia, o que seria certamente o fim de Putin. Neste caso, o máximo que poderemos fazer é rezar para que não seja também o fim do mundo.

Preparem seus bolsos

Estã aí, na íntegra, a entrevista concedida pelo “assessor econômico” do PT, Guilherme Mello. A não ser pelo plano concreto de por um fim à regra do teto de gastos, o resto são somente generalidades bem intencionadas.

O economista da Unicamp não revela qual a regra que substituirá o teto. Sua desculpa é de que não quer “queimar a largada”, mencionando algo que pode, depois, ser bombardeado no Congresso. Ok, ainda que um eventual governo Lula não vai conseguir escapar do bombardeamento de qualquer ideia.

De qualquer modo, não há muitas alternativas. Tirando o teto de gastos, restam somente outras duas regras possíveis: limite de dívida e superávit primário. Limite de dívida é uma fria, pois depende do nível de juros, que não está sob o controle do governo. E superávit primário é, hoje, uma regra mais dura do que o teto de gastos, pois produzimos déficit estrutural. A não ser que se aumente significativamente a carga tributária. E é esse, provavelmente, o “segredo de polichinelo” que o economista do PT não quer revelar antes das eleições.

Todo mundo quer dinheiro para coisas nobres, como investimentos e gastos sociais. A má notícia é que a atual carga tributária não comporta todos os desejos dos brasileiros, e nem tampouco os financiadores da dívida brasileira estão dispostos a aumentar a sua exposição ao governo brasileiro. Os governos Temer e Bolsonaro, bem ou mal, optaram por tentar controlar as despesas. Um governo do PT tentará aumentar a carga tributária. Preparem seus bolsos.